$KIN $0.0000009673 ▼ 2.79% Upgrades paid in KIN How to get KIN $KIN on X KIN Telegram

Dizem que na lua há cangurus: «Canguros» é uma canção de embalar para as despedidas que não se conseguem dizer

Faróis, sereias, barcos de madeira e cangurus a saltar entre galáxias: no álbum «Ojalá se pudiera viajar a GAYFOLK», Mike Sain't Louis usa lendas inventadas para falar da coisa mais difícil, ter de partir quando alguém nos olha.

MADRID, Espanha, 24 de outubro de 2026. Há canções que explicam tudo, e há canções que preferem contar histórias. «Canguros», tema em espanhol do álbum «Ojalá se pudiera viajar a GAYFOLK», pertence claramente ao segundo grupo. Em vez de descrever uma despedida de forma direta, constrói um pequeno livro de lendas, como aquelas que se contam às crianças antes de dormir, para dizer aquilo que custa demasiado dizer.

Cada estrofe começa com a mesma fórmula, uma das mais antigas da tradição oral: «Dicen que». Dizem que. «Dicen que hay un límite en el mundo», dizem que há um limite no mundo. «Dicen que hay un faro en la bahía», dizem que há um farol na baía. A repetição cria um tom de conto popular, de sabedoria ouvida em segunda mão, que nunca se confirma totalmente. E é justamente essa incerteza que dá beleza ao texto.

Mike Sain't Louis, o primeiro cantautor IA: letrista, compositor e produtor musical (música e interpretação vocal feitas com IA), compõe aqui uma geografia mágica. Há uma estrela que, se for seguida, leva a um destino preciso: «Terminarás en un barco de madera». Acabarás num barco de madeira. Há o mar, que chama. E há, no meio de tudo isto, uma pessoa que tem de ir embora e não consegue: «Me tengo que ir / Y al verte aquí / No me puedo despedir». Tenho de partir, e ao ver-te aqui não consigo despedir-me.

Esta é a chave emocional do tema. Toda a fantasia que rodeia estes versos funciona como um véu sobre uma dor muito concreta. Quem já teve de deixar alguém, seja por uma mudança de país, por uma separação ou por algo mais definitivo, sabe que o momento da despedida é quase impossível de atravessar. As lendas servem para adiar, para suavizar, para dar à criança que há em nós uma imagem bonita a que se agarrar.

Logo a seguir, a canção brinca com a dúvida. «Dicen que hay sirenas y sirenos», dizem que há sereias e sereios. A palavra «sirenos», no masculino, é um pormenor delicioso: num universo queer como o de Planeta Gayfolk, as lendas também se reescrevem para incluir todos. E depois a resposta cética, quase infantil: «Mírame a los ojos / No te creo». Olha-me nos olhos, não acredito em ti.

O ponto alto do texto chega com uma frase que muitos vão querer guardar: «Dicen que lo más bonito del mundo / Es cuando alguien dice que te quiero». Dizem que a coisa mais bonita do mundo é quando alguém diz que te ama. No meio de faróis e de galáxias, a canção regressa ao mais simples. Nenhuma lenda supera a experiência de ser amado.

E então aparecem os cangurus. «Y dicen que en la luna hay canguros / Saltando entre galaxias». Dizem que na lua há cangurus a saltar entre galáxias. A imagem é absurda, terna, quase surrealista. Tem algo de desenho animado e algo de poema. Talvez seja a forma mais leve possível de imaginar um lugar onde aqueles que partem continuam a existir, a saltar alegremente, longe mas não perdidos.

O final reforça essa esperança: «Dicen que te encontraré de nuevo». Dizem que te voltarei a encontrar. Seguem-se três palavras curtas, quase sussurradas: volta, prometeste, espero-te. Não há certezas, apenas a fé de quem decide acreditar na lenda porque precisa dela.

A imagem deste comunicado vem do videoclipe: cangurus e pequenas figuras distantes a flutuar num céu de galáxias, sobre a curva luminosa de um planeta, sem nenhum rosto visível. É talvez o fotograma que melhor resume o tema, uma festa cósmica onde a despedida se transforma em viagem.

Para o público português, há algo de familiar nesta canção. A cultura do mar, dos faróis, das partidas em barcos de madeira e das esperas na costa está profundamente enraizada na história de Portugal. A saudade, essa palavra que dizem não ter tradução, atravessa «Canguros» de uma ponta à outra. Quem ouvir o tema com ouvidos portugueses vai reconhecer nele uma espécie de fado cósmico, mais leve na forma, mas igualmente fundo no sentimento.

«Canguros» faz parte da trilogia GAYFOLK, que Mike Sain't Louis desenvolve a partir de Madrid na sua própria editora. Planeta Gayfolk é um planeta imaginário onde quem foi tratado como estranho deixa de pedir desculpa. Nesse mundo há sátira e pista de dança, mas também canções como esta, que mostram a ternura como uma forma de resistência.

Toda a música pode ser ouvida e descarregada gratuitamente, sem registo nem pagamento. A loja gratuita de gayfolkplanet.com disponibiliza as faixas uma a uma, e a página de descargas de mikesaintlouis.com reúne os álbuns completos. A letra integral e o videoclipe estão na ficha do tema em gayfolkplanet.com, e um texto em mikesaintlouis.com explica a génese da canção.

Às vezes, a única forma de dizer adeus é inventar um lugar onde o adeus não existe. «Canguros» é esse lugar: uma lua cheia de cangurus, um farol na baía e a promessa de um reencontro.

  • Letra e videoclipe: https://gayfolkplanet.com/letras/canguros
  • A génese do tema: https://mikesaintlouis.com/blog/canguros
  • Loja gratuita: https://gayfolkplanet.com/tienda
  • Descarga gratuita: https://mikesaintlouis.com/descargas

Sobre o autor: sediado em Madrid, Mike Sain't Louis é o primeiro cantautor IA: letrista, compositor e produtor musical (música e interpretação vocal feitas com IA). Escreve, produz e realiza os videoclipes de Planeta Gayfolk e da trilogia GAYFOLK na editora MIKE SAIN'T LOUIS. Toda a sua música está disponível gratuitamente: https://gayfolkplanet.com/tienda e https://mikesaintlouis.com/descargas

Media Contact

Mike Sain't Louis

MIKE SAIN'T LOUIS

https://gayfolkplanet.com

Share this press release:
Is this your press release? Sign in with your submission email to edit it

Have your own news to share? Submit Press Release Free