MADRID, Espanha, 25 de outubro de 2026. Os bares de praia não têm carta, têm promessa. Um quadro com quatro pratos escritos a giz, um toldo que dá mais sombra do que parece, uma arca frigorífica que zumbe e alguém que pergunta se queremos alguma coisa para petiscar enquanto olhamos para o mar. Ninguém vai à praia pela gastronomia. Vai-se pelo que acontece à volta: o sal na pele, o fato de banho molhado, a tarde que se estica. «Drift Away», de Mike Sain't Louis, é uma canção de chiringuito no melhor sentido.
Mike Sain't Louis, o primeiro cantautor IA: letrista, compositor e produtor musical (música e interpretação vocal feitas com IA), escolheu para este tema um título em inglês que significa deixar-se levar, ir à deriva. A capa é uma onda inteira tingida de fúcsia. E as etiquetas do videoclipe montam uma cena que nenhum nadador-salvador alguma vez viu: toureiros cor-de-rosa e fluorescentes a fazer surf de noite.
A letra ainda não foi publicada, e por isso este comunicado não cita nem inventa versos. Fala do que está à vista: a capa, o título, o videoclipe e o lugar do tema no universo GAYFOLK. Há muito para contar.
A imagem que acompanha este texto é um fotograma do videoclipe e não mostra rostos. Vemos apenas duas mãos que se estendem uma para a outra, quase a tocar-se, contra um pôr do sol intenso sobre o oceano. O céu arde em laranja e dourado, o mar brilha por baixo. É uma imagem simples e universal, que resume todo o espírito da canção: aproximar-se de alguém sem pressa, com a maré a favor.
Ir à deriva costuma ter má fama. Associamos a expressão a barcos perdidos, a vidas sem rumo, a quem não sabe para onde vai. Mas há uma outra deriva, mais doce: a de quem decide parar de remar contra a corrente e confiar no movimento da água. Quem já boiou no mar numa tarde calma sabe do que se trata. O corpo relaxa, o ruído desaparece, e por uns minutos nada mais importa.
Para muitas pessoas LGBTQIA+, essa sensação de abandono tranquilo foi durante muito tempo um luxo. Viver em alerta, controlar gestos, vigiar palavras: tudo isso impede qualquer deriva. «Drift Away» propõe um espaço onde finalmente se pode baixar a guarda. Não por descuido, mas por confiança. Porque ali, na praia de Planeta Gayfolk, ninguém está a vigiar.
Os toureiros surfistas do videoclipe são uma das imagens mais deliciosamente absurdas do catálogo. O traje de luzes, símbolo de uma tradição dura e solene, aparece aqui cor-de-rosa e fluorescente, em cima de uma prancha, a deslizar sobre ondas iluminadas pela lua. É uma reapropriação cheia de humor de um ícone espanhol, transformado em festa aquática. Em vez de arena, oceano. Em vez de tragédia, diversão.
Para o público português e brasileiro, habituado a costas longas, a verões de praia e a uma cultura de surf muito enraizada, o videoclipe terá uma ressonância imediata. Da Ericeira à Nazaré, do litoral nordestino às praias do sul, o mar é parte da identidade. «Drift Away» junta-se a esse imaginário com o seu toque fúcsia.
Há também uma dimensão sonora que convida ao relaxamento. Não é um tema de pista frenética; é uma canção para ouvir ao fim da tarde, com os pés na areia, ou no regresso a casa depois de um dia de praia, com o corpo ainda quente de sol. Funciona como uma espécie de banda sonora para o descanso merecido.
Planeta Gayfolk, o planeta imaginário onde decorre toda a trilogia, é um lugar onde as pessoas que foram tratadas como estranhas deixam de pedir desculpa por existir. Tem discotecas, desertos cor-de-rosa, naves espaciais e, claro, praias. «Drift Away» é o postal mais sereno dessa geografia, o lugar onde se vai simplesmente para estar.
Vale a pena reparar também na cor da capa. O fúcsia não é uma cor do mar. Nenhuma onda real tem aquele tom. Ao pintá-la assim, a capa transforma um fenómeno natural num manifesto discreto: até o oceano pode ser reinventado. É uma escolha muito característica do universo GAYFOLK, onde a natureza aparece frequentemente tingida de rosa, violeta e magenta, como se o planeta inteiro tivesse decidido vestir-se para a festa sem pedir licença a ninguém.
Mike Sain't Louis desenvolve a partir de Madrid a trilogia GAYFOLK na sua própria editora, com letras, produção e realização dos videoclipes. O seu catálogo mistura sátira, ternura, pista de dança e reivindicação, e este tema mostra a sua faceta mais contemplativa.
Toda a música pode ser ouvida e descarregada gratuitamente, sem registo e sem pagamento. A loja gratuita de gayfolkplanet.com oferece as faixas uma a uma, e a página de descargas de mikesaintlouis.com reúne os álbuns completos. O videoclipe oficial está na ficha do tema.
O chiringuito não tem carta, mas tem esta canção. E isso, numa tarde de sol, chega e sobra.
- Ficha do tema e videoclipe: https://gayfolkplanet.com/letras/drift-away
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Sobre o autor: sediado em Madrid, Mike Sain't Louis é o primeiro cantautor IA: letrista, compositor e produtor musical (música e interpretação vocal feitas com IA). Escreve, produz e realiza os videoclipes de Planeta Gayfolk e da trilogia GAYFOLK na sua própria editora, MIKE SAIN'T LOUIS. Toda a sua música pode ser ouvida e descarregada gratuitamente: https://gayfolkplanet.com/tienda e https://mikesaintlouis.com/descargas