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Saltos altos, livros de direito na mala e uma resposta pronta: «Licenciada en Derecho», a advogada de Planeta Gayfolk que exige ser olhada nos olhos

Uma leitura completa, verso a verso, do tema bilingue de Mike Sain't Louis que transforma o assédio quotidiano numa resposta cheia de humor, estilo e autoestima. Com as palavras originais, o contexto da trilogia GAYFOLK e o convite para ouvir e descarregar gratuitamente.

MADRID, Espanha, 24 de outubro de 2026. Há frases que nascem para ser repetidas entre amigas, baixinho no café ou aos gritos numa pista de dança. «No me mires el pecho, que soy licenciada en derecho» é uma delas. Em português, algo como: não me olhes para o peito, que sou licenciada em direito. É o refrão de «Licenciada en Derecho», faixa do álbum «Ojalá se pudiera viajar a GAYFOLK», e resume numa só rima uma das experiências mais comuns e mais irritantes da vida de muitas mulheres e de muitas pessoas queer: ser avaliado pelo corpo antes de ser ouvido.

Mike Sain't Louis, o primeiro compositor IA: letrista, compositor e produtor musical (música e interpretação vocal feitas com IA), escreveu este tema numa mistura de inglês e espanhol, com uma energia de passarela e de comédia urbana. Ao primeiro contacto parece apenas uma canção divertida. Mas, ouvida com atenção, revela uma reflexão séria sobre respeito, competência e o direito de ocupar o espaço público sem pedir licença. Este comunicado propõe uma viagem detalhada pela letra, para perceber como uma personagem de ficção se transforma num pequeno manifesto.

Uma personagem que caminha pela cidade

A canção começa em movimento. «Walking through the city, feeling kinda witty, / High heels on the pavement, mi estilo es pretty». A caminhar pela cidade, com espírito afiado, saltos altos no passeio, o meu estilo é bonito. Logo nos primeiros versos fica claro quem é esta personagem: alguém que gosta de si, que se veste para si e que atravessa a cidade com confiança. Os saltos altos não são um sinal de fragilidade, são uma escolha estética e quase uma declaração de intenções.

A mistura de línguas dentro do mesmo verso é uma assinatura de Mike Sain't Louis. O inglês dá ritmo e um certo ar internacional, o espanhol traz o calor e a identidade. «Mi estilo es pretty» é uma frase que nenhum professor de línguas aprovaria, e é precisamente por isso que funciona: é assim que falam milhões de pessoas que vivem entre culturas, em Miami, em Madrid, em Londres ou em Lisboa.

Os olhares e os sussurros

O verso seguinte introduz o conflito: «They look and they whisper, trying to figure me out, / But I'm all about my business, sin ninguna doubt». Olham e sussurram, a tentar perceber quem sou, mas eu estou focada no meu trabalho, sem qualquer dúvida. Aqui a canção descreve uma cena que muitas pessoas conhecem bem. Basta sair à rua com uma roupa mais chamativa, um penteado diferente ou simplesmente um corpo que não corresponde ao esperado para sentir os olhares a pesar. Há quem comente, quem cochiche, quem tente encaixar a pessoa numa categoria.

A resposta da personagem é exemplar na sua simplicidade: não perde tempo com isso. Está concentrada nos seus assuntos. Esta indiferença não é arrogância, é autoproteção. Quem passa a vida a responder a cada olhar acaba exausto. Quem aprende a seguir em frente, sem ninguna doubt, recupera energia para aquilo que realmente importa.

O refrão: uma rima que corta como um argumento jurídico

Depois chega o refrão, repetido três vezes de seguida: «No me mires el pecho, que soy licenciada en derecho». A repetição é deliberada. Na primeira vez soa a piada; na segunda, a aviso; na terceira, a sentença. É como se a personagem estivesse num tribunal, a apresentar a mesma prova até que o júri finalmente entenda.

A rima entre pecho e derecho é simples, quase infantil, e é aí que reside a sua força. Fica na cabeça imediatamente. É o tipo de frase que se pode usar na vida real, com um sorriso, para desarmar uma situação desconfortável. E tem uma lógica implacável: a pessoa diante de nós não é um corpo para ser avaliado, é uma profissional com uma licenciatura, anos de estudo e uma carreira. Olhar para o peito em vez de olhar para os olhos é, literalmente, olhar para o lugar errado.

O humor como ferramenta de defesa

Mike Sain't Louis escolheu tratar o tema do assédio com humor, e essa escolha merece atenção. Há muitas canções que denunciam a violência de forma dramática, e são necessárias. Mas o humor tem uma vantagem própria: permite rir da situação em vez de ser engolido por ela. Quem ouve «Licenciada en Derecho» não sai da canção com um peso no peito, mas com uma arma nova no bolso, uma frase para responder.

Esta abordagem é típica de Planeta Gayfolk, o universo imaginário que dá nome à trilogia do autor. Ali, as feridas são reais, mas a forma de as contar passa muitas vezes pela comédia, pela ironia, pelo exagero teatral. É uma estratégia de sobrevivência que muitas comunidades LGBTQ+ conhecem bem: rir alto para não deixar que os outros decidam como nos devemos sentir.

De Madrid a Miami

A segunda estrofa alarga o mapa. «From Madrid to Miami, style's never sloppy, / Law books in my bag, yeah, I keep it classy». De Madrid a Miami, o estilo nunca é desleixado, livros de direito na mala, mantenho a classe. A personagem viaja, atravessa o oceano, e leva consigo duas coisas inseparáveis: a elegância e o conhecimento. Os livros de direito na mala são o detalhe que dá sentido a tudo. Não é uma personagem que vive apenas da aparência; é alguém que estudou, que trabalha e que carrega o seu saber para onde quer que vá.

O eixo Madrid–Miami também não é casual. São duas cidades ligadas pela língua espanhola, pela música latina e por uma cultura em que o estilo pessoal é levado muito a sério. É também um eixo que muitos profissionais conhecem, entre reuniões, aeroportos e fusos horários.

Apanhar voos, não sentimentos

Segue-se um dos versos mais citáveis da canção: «Catching flights, not feelings, that's the way I roll, / Educada y chic, reaching every goal». Apanhar voos, não sentimentos, é assim que eu funciono, educada e chique, a alcançar cada objetivo. A expressão sobre voos e sentimentos circula há anos nas redes, como lema de quem prefere investir na carreira e nas viagens em vez de se perder em relações que não levam a lado nenhum. Integrada na canção, ganha um tom de independência alegre.

A palavra educada é importante. Em espanhol, significa bem-educada, com boas maneiras, mas também pode remeter para a educação formal. A personagem é as duas coisas: formada e cortês. E é exatamente por isso que tem autoridade para exigir o mesmo respeito em troca.

Luzes, câmara, ação

Na terceira estrofa, o tema ganha ares de espetáculo. «Lights, camera, acción, watch me while I slay, / This ain't just about fashion, I own every day». Luzes, câmara, ação, vê-me a arrasar, isto não é só sobre moda, sou dona de cada dia. A personagem assume o palco. Se vão olhar, que olhem para o espetáculo completo, para a forma como domina cada dia, e não apenas para uma parte do corpo.

E logo a seguir chega a síntese: «Brains and beauty, together as one, / Soy poderosa, watch me run». Inteligência e beleza juntas, sou poderosa, vê-me correr. Este verso desmonta um preconceito antigo, o de que uma pessoa bonita ou vaidosa não pode ser inteligente, e vice-versa. A canção afirma que as duas coisas convivem perfeitamente, e que não há nada de contraditório em gostar de saltos altos e de jurisprudência.

Não me subestimes

A última estrofa é um aviso final: «Así que ya sabes, no me subestimes, / I'm a boss lady, living my dreams». Portanto já sabes, não me subestimes, sou uma chefe, a viver os meus sonhos. E fecha com uma frase que soa a assinatura: «Remember my face, 'cause I'm here to stay, / Licenciada en derecho, and I play no games». Lembra-te da minha cara, porque vim para ficar, licenciada em direito, e não estou para brincadeiras.

O pedido para lembrar a cara fecha o círculo aberto pelo refrão. Ao longo de toda a canção, a personagem pediu para não olharem para o peito. No fim, pede que se lembrem do rosto, isto é, da pessoa inteira, da sua identidade, do seu nome. É uma inversão simples e muito eficaz.

A arquitetura da letra

Vale a pena olhar também para a forma como a canção está construída. A letra tem quatro blocos de versos que se repetem integralmente numa segunda volta, sempre separados pelo refrão triplo. Esta estrutura circular cria um efeito de insistência: a personagem volta a atravessar a cidade, volta a apanhar o avião, volta a subir ao palco, e em cada regresso repete a mesma exigência. É como se o assédio também fosse circular, e a resposta tivesse de ser dada uma e outra vez até ser finalmente ouvida.

O refrão aparece seis vezes ao longo do tema, sempre em blocos de três linhas idênticas. Somando todas as repetições, a frase central é ouvida dezoito vezes. Não é exagero dizer que a canção foi desenhada para que a frase fique gravada na memória de quem ouve. É uma técnica antiga da música popular, a do estribilho que se repete em coro, aplicada aqui a uma mensagem de respeito.

Cinco lições da advogada de Planeta Gayfolk

Lida com atenção, a letra deixa pelo menos cinco ideias práticas que qualquer pessoa pode aplicar no dia a dia. A primeira: vestir-se para si própria, e não para agradar ou para evitar olhares. A segunda: não gastar energia a responder a cada sussurro, porque o foco no próprio trabalho é a melhor defesa. A terceira: quando for preciso responder, fazê-lo com clareza e, se possível, com humor, porque uma rima bem colocada desarma mais do que um sermão. A quarta: não aceitar a falsa escolha entre inteligência e beleza, entre competência e vaidade. A quinta: pedir que nos olhem nos olhos, isto é, que vejam a pessoa inteira, com nome, história e percurso.

Nenhuma destas lições é nova, mas a canção tem o mérito de as reunir em três minutos de ritmo contagiante, sem moralismos e sem perder a graça.

Há ainda uma sexta lição, implícita: a de que a autoestima também se treina. A personagem não nasceu a saber responder. Aprendeu, provavelmente depois de muitos olhares incómodos e de muitas reuniões em que foi interrompida. A canção apanha-a já no ponto de chegada, segura e divertida, mas deixa adivinhar o caminho que percorreu. Para quem ainda está a meio desse caminho, ouvi-la pode ser um ensaio: repetir o refrão em casa, em frente ao espelho, até que um dia a frase saia naturalmente no momento certo.

Perguntas frequentes da imprensa

A personagem é inspirada em alguém real? Não. A advogada é uma figura de ficção, criada para o universo de Planeta Gayfolk, e não representa nenhuma pessoa concreta.

Porque é que a letra mistura inglês e espanhol? Porque a personagem vive entre Madrid e Miami, entre duas línguas e duas culturas, e a canção quis soar como ela fala.

A canção é só para mulheres? Não. A experiência de ser avaliado pelo corpo é partilhada por muitas pessoas, incluindo homens gays, pessoas trans e não binárias. O refrão funciona para qualquer pessoa que queira ser levada a sério.

Onde se pode ouvir? Gratuitamente e sem registo, nos dois sites oficiais do autor, indicados no final deste comunicado.

Uma personagem de ficção, uma experiência real

A advogada de «Licenciada en Derecho» é uma personagem inventada, como muitas outras que povoam o catálogo de Mike Sain't Louis. Não representa nenhuma pessoa real em concreto. Mas a experiência que descreve é real para milhões de pessoas. Muitos testemunhos de todo o mundo mostram que o assédio em espaços públicos e profissionais continua a ser frequente, e que muitas mulheres e pessoas LGBTQ+ sentem que têm de provar a sua competência duas vezes antes de serem levadas a sério.

A canção não pretende resolver esse problema, mas oferece algo valioso: uma linguagem para falar dele sem perder o sentido de humor. E, para quem ouve, uma pequena dose de autoestima.

O lugar da canção na trilogia GAYFOLK

O segundo álbum da trilogia, «Ojalá se pudiera viajar a GAYFOLK», tem um título em forma de desejo: quem dera fosse possível viajar até Gayfolk. Depois de um primeiro disco que fundou o universo com sátira e crítica à crueldade das aplicações de encontros, este segundo capítulo imagina a viagem até ao planeta como uma fuga possível. Está cheio de personagens extravagantes, situações absurdas e destinos imaginários, e a advogada de saltos altos é uma das suas figuras mais luminosas.

No contexto do álbum, «Licenciada en Derecho» funciona como um momento de afirmação. Entre canções sobre desgostos e recomeços, há esta personagem que não pede desculpa por nada e que caminha de cabeça erguida. É uma lembrança de que, em Planeta Gayfolk, ninguém tem de se esconder para ser respeitado.

Porque é que o público lusófono se vai identificar

Para quem fala português, a canção é surpreendentemente fácil de acompanhar. O espanhol do refrão é quase transparente, e o inglês das estrofas é o de qualquer playlist internacional. Além disso, a situação descrita não tem fronteiras: acontece em Lisboa, no Porto, em São Paulo, em Luanda ou em Maputo. A vontade de responder exatamente assim, com uma rima afiada, também é universal.

Como ouvir

«Licenciada en Derecho» é uma canção para ouvir em movimento: a caminho do trabalho, a atravessar a cidade, a sair de casa com a roupa preferida. Também funciona numa pista de dança, onde o refrão se presta a ser repetido em coro. E pode ser uma boa banda sonora para quem se está a preparar para uma entrevista, uma apresentação importante ou um primeiro dia num emprego novo.

A página da música em gayfolkplanet.com reúne a letra completa e o videoclipe, e o blog de mikesaintlouis.com conta a história da personagem. Toda a música de Mike Sain't Louis pode ser ouvida e descarregada gratuitamente, sem registo e sem qualquer custo, na secção de downloads de mikesaintlouis.com e na loja gratuita de gayfolkplanet.com, onde cada álbum da trilogia está disponível a preço zero. É uma opção deliberada do autor: que ninguém fique sem ouvir uma canção por falta de dinheiro.

A imagem deste comunicado

A imagem que acompanha este comunicado é uma ilustração sem pessoas: uma mala cor-de-rosa aberta com livros de direito e um martelo de juiz, um par de sapatos vermelhos de salto alto ao lado, palmeiras e um horizonte de arranha-céus junto ao mar. Não há rostos, nem reais nem gerados. A ideia é representar a personagem através dos seus objetos, deixando que cada pessoa imagine a sua própria advogada.

Sobre Mike Sain't Louis

Mike Sain't Louis vive e trabalha em Madrid. Escreve as letras, compõe, produz e realiza os videoclipes das suas canções na sua editora independente, MIKE SAIN'T LOUIS, com distribuição da Ditto Music. A música e a interpretação vocal dos seus temas são feitas com ferramentas de inteligência artificial, algo que declara abertamente na sua política editorial. O seu projeto principal é Planeta Gayfolk, um universo narrativo em três álbuns, a trilogia GAYFOLK, que mistura sátira, comédia, histórias de amor e relatos de recuperação.

O catálogo alterna temas muito diferentes. Ao lado de canções íntimas e noturnas, há peças cheias de humor e de personagens memoráveis, como esta advogada. Essa variedade é intencional: na vida real, o riso e a ferida convivem lado a lado, e Planeta Gayfolk quer contar ambos.

Um refrão para levar no bolso

No fim, «Licenciada en Derecho» deixa a quem ouve uma frase para levar no bolso. Da próxima vez que alguém olhar para o lugar errado, há uma rima pronta para responder. E, mesmo que nunca seja preciso usá-la, saber que existe já ajuda a caminhar pela cidade com os saltos um pouco mais firmes no passeio.

Porque, como diz a personagem, vim para ficar. E não estou para brincadeiras.

Notas para a imprensa

As citações da letra original são reproduzidas sem alterações. As traduções para português são aproximadas e servem apenas para acompanhar a leitura. Para entrevistas, materiais ou informações sobre o projeto, está disponível o contacto indicado no final. A canção, o videoclipe e todo o catálogo podem ser ouvidos e descarregados gratuitamente nos dois sites oficiais.

  • A história da personagem: https://mikesaintlouis.com/blog/licenciada-en-derecho
  • Letra e videoclipe: https://gayfolkplanet.com/letras/licenciada-en-derecho
  • Download gratuito: https://mikesaintlouis.com/descargas
  • Loja gratuita: https://gayfolkplanet.com/tienda

Sobre o autor: Mike Sain't Louis, com base em Madrid, é o primeiro compositor IA: letrista, compositor e produtor musical (música e interpretação vocal feitas com IA). Assina as letras, a produção e a realização dos videoclipes de Planeta Gayfolk e da trilogia GAYFOLK na sua própria editora, MIKE SAIN'T LOUIS, distribuída pela Ditto Music. Toda a sua música pode ser ouvida e descarregada gratuitamente: https://mikesaintlouis.com/descargas e https://gayfolkplanet.com/tienda

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